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A Nova Concorrente para o Mercado Brasileiro

Na semana passada, a Huawei anunciou sua volta ao Brasil neste mês de maio. Após ter desistido de vender seus produtos no país em 2014, a empresa chinesa promete fazer sua reestreia com o lançamento do smartphone P30 Pro.

     Seu novo modelo é sem dúvidas um dos mais avançados e abrangentes disponíveis no mercado. Suas principais características são as suas funcionalidades inovadoras e uma câmera de 40 megapixels que permite tirar fotos e gravar vídeos com uma resolução fantástica, fazendo que o modelo tenha poucos concorrentes de alto nível em multimídia.

     Ao contrário do que aconteceu na época em que saiu do país, quando não era reconhecida pelos brasileiros, agora o novo design de smartphone da Huawei e suas diversas funcionalidades devem chamar a atenção dos consumidores por aqui. Há cinco anos, os chineses tinham uma fatia relevante nas vendas, cerca de 6%, e ocupavam o quarto lugar no quadro mundial. No entanto, seus celulares não emplacaram no mercado brasileiro devido ao seu alto custo por programas que, de certa forma, não compensavam no custo benefício - um dos pontos crucias em um ramo marcado pela grande concorrência.

     Visualizando uma oportunidade de crescimento e de se tornar líder do ranking, o Brasil é tido não somente como uma nação para se marcar território, mas também como parte crucial para atingir este objetivo. José Nascimento, diretor de vendas da Huawei Consumer no Brasil, afirma que “quando se alinha todo esse cenário com o mercado potencial do Brasil, o país certamente vai nos dar o potencial para assumirmos a segunda posição e, daqui a alguns anos, a Huawei vai ser a primeira. Quando isso vai acontecer, eu não sei. Mas o segundo lugar está muito próximo, e o Brasil é uma peça muito relevante para isso”.

     A mudança de pensamento e os investimentos em inovação foram as principais causas que levaram a marca ao sucesso e nada melhor do que consertar os erros do passado, reconhecendo o seu tamanho perante as outras e voltar com a promessa de ser uma potência no Brasil. O diretor também comentou que “o mercado brasileiro tem desafios que vão além do produto. Tem a questão do custo, em que você acaba falando de produção local e questão do pós-venda. Naquela época a gente não estava 100% estruturado para enfrentar estes desafios, mas a gente aprendeu para fazer diferente”. E estão realmente fazendo diferente, conseguindo se manter firmes na terceira colocação. No primeiro trimestre deste ano, foram 59 milhões de aparelhos vendidos, superando a Apple que alcançou os 42 milhões.

     

     Pode-se afirmar sem receio que a empresa está desenvolvendo um crescimento contínuo, enquanto as demais aparecem em declínio. Sem dúvida, o divisor de águas desta nova trajetória foi a parceria com a empresa alemã Leica, fazendo com que fosse possível elaborar um produto premium, o então modelo P9.

     Por tudo isso, vale ressaltar que esta nova disputa gera uma leva renovada de opções para os clientes. E agora, a então desconhecida promete ser gigante em pouco tempo e conta com o Brasil para chegar ao topo. Mas vale lembrar que quem quiser adquirir este lançamento terá que desembolsar quase R$6.000 reais. É o preço da inovação, que somado aos impostos cobrados por aqui tornam tudo ainda mais caro. 

     A questão que fica é: será que este crescimento se manterá a ponto de atingir a façanha de conquistar o topo? Ou as outras corporações vão voltar a inovar para não perderem o seu espaço? É bom ficar de olho pois a tendência será a Ásia se tornar a número um nos próximos anos. 

 

Fontes: noticias.uol.com.br; tudocelular.com | Imagens: noticias.uol.com.br; ph.priceprice.com