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A Nova Era da “Privacidade” nas Redes

No último dia 30 de abril durante à Conferência F8, tido como principal evento do Facebook, seus representantes não mediram esforços para anunciar as diversas novidades no ramo tecnológico e a sua nova visão de um mundo mais “privado” nas redes.

    Há evidências de que este novo posicionamento surpreenderia a todos e muitos ainda duvidam desta privacidade. Preocupado com os ataques sofridos e os diversos casos de denúncias ocorridas nos últimos anos, Mark Zuckerberg disse que mudará o seu modelo conhecido como “praça pública” de conectividade, para um meio mais seguro, argumentando que segundo ele “o futuro é privado”. No entanto, o próprio, alegou que este período de mudanças requer um tempo, e que as adaptações irão ocorrer aos poucos. Provavelmente nem mesmo os próprios usuário vão reparar nas mudanças logo de cara, o certo é que elas ocorrerão, e pelo que parece, o modelo de publicação para “todos” como estamos acostumados, parece estar com os dias contados. 

 


    Diante deste pressuposto, no seu atual planejamento, este meio de interação passará a focar cada vez mais em grupos e comunidades. Assim como o Instagram que é tido como a principal ferramenta para as pessoas se expressarem, vai passar cada vez mais a dar maior destaque aos Stories se importando menos com as curtidas e os seguidores. Além disso, os aplicativos de smartphones Messenger e WhatsApp também passam por esta reconstrução, pois estes softwares devem seguir a mesma linha ideológica. O seu aplicativo de mensagens, instalado separadamente da rede social no celular, vai contar uma exclusiva aba chamada “Friends” em que você poderá ver o que os seus amigos estão postando no Facebook e no Instagram. Fora isto, existe a possibilidade de se comunicar com pessoas que estejam utilizando o “Whats” pelo próprio aplicativo, transformando tudo isso em uma multiplataforma.
    No que se refere a esta nova moldagem, questiona-se por exemplo, como fica a questão dos crimes virtuais? Qual será a responsabilidade do órgão com relação a isso, a partir do momento em que tudo passa a ser individual? Como serão as investigações de pessoas que se comunicam com outras para cometerem crimes? 
    Perguntando sobre este novo futuro, o “chefão” empresarial, disse que ainda não sabia responder como isso vai acontecer. Mas admitiu que a empresa não vai mais ler nossas conversas, nem visualizará ou rastreará nossa ações, e nem nada do que foi postado anteriormente poderia vir à tona, a ponto de prejudicar o usuário. Entretanto, não foi dito nada, sobre o continuo uso de nossos gostos, e se caso o modelo apresentado funcione, como isto irá acontecer, se empresa continuaria arrecadando lucros com os nossos dados?

 


    Por todas essas razões a interatividade promete ser um novo padrão de negócios. Vale ressaltar entretanto, que antes de acreditarmos nessa nova característica do mundo global, precisamos aguardar os próximos acontecimentos, já que existe para muitos, a possibilidade desta mídia se tornar a Wechat do Ocidente, que é um serviço que domina todas as etapas do chineses e que não depende de anunciantes para ganhar dinheiro, seguindo este segmento de mercado. O melhor é esperar o futuro dessa nova tecnologia, afinal, quando se pública algo na web podemos ter certeza de que nada é só nosso, e que sempre vai haver interesse por trás destas ações. Fica então a dúvida, será que teremos uma nova era particular na internet? Ou é apenas um “novo comércio” aonde continuamos vulneráveis a tudo que acontece ao nosso redor?  

| Fontes: noticias.uol.com.br/tecnologia; 
| Imagens:noticias.uol.com.br/tecnologia; canaltech.com.br; exame.abril.com.br